Operação Ágata 2026 ampliou a atuação das forças na faixa de fronteira, e em Santa Isabel do Rio Negro a 2ª Brigada de Infantaria de Selva atuou com a Polícia Civil do Amazonas na apreensão de uma balsa e materiais de extração
A ação conjunta localizou e apreendeu uma balsa empregada no garimpo, motores, geradores e uma draga, integrando esforços para conter o avanço do garimpo ilegal no Amazonas.
Entre os itens retirados da operação, chamou atenção a apreensão de 17 kg de mercúrio, substância usada na separação do ouro e altamente tóxica para ecossistemas e populações ribeirinhas.
As medidas visam também resguardar comunidades tradicionais e povos originários que sofrem com a contaminação de rios e a violência associada às frentes de garimpo, conforme informação divulgada pelo Defesa em Foco.
Ação da força integrada e alcance operacional
O procedimento foi conduzido pelo Exército Brasileiro, por meio da 2ª Brigada de Infantaria de Selva, em atuação integrada com a Polícia Civil do Amazonas. A operação faz parte da Operação Ágata 2026, que tem foco no combate a ilícitos ambientais, tráfico e outras atividades que ameaçam a soberania na faixa de fronteira.
A apreensão demonstra a capacidade de atuação em áreas remotas, onde o acesso é difícil e a presença do Estado precisa ser reforçada para coibir o garimpo ilegal no Amazonas e outras atividades criminosas.
Materiais apreendidos e implicações ambientais
Foram removidos da área embarcações, motores, geradores e uma draga de garimpo, além de 17 kg de mercúrio. O mercúrio é utilizado para separar ouro do sedimento, e seu uso indiscriminado contamina cursos d’água, sedimentos e organismos aquáticos.
A retirada desse material evita que mais mercúrio seja lançado no sistema fluvial, contribuindo para reduzir impactos ambientais de longo prazo e riscos à saúde de populações ribeirinhas.
Risco à saúde e aos povos originários
O uso do mercúrio pelo garimpo ilegal coloca em risco a produção de pescado e a saúde das comunidades locais, que dependem dos rios para alimentação e subsistência. A contaminação pode afetar várias gerações.
A presença das forças na região do Alto e Médio Rio Negro é importante para proteger territórios indígenas e tradicionais, que frequentemente sofrem invasões e pressões decorrentes do garimpo ilegal no Amazonas.
Presença do Estado e próximos passos
A ação reforça o compromisso do Estado em manter controle sobre áreas sensíveis da Amazônia e em articular instituições para repressão a crimes ambientais. A operação segue com medidas processuais e destinação adequada dos materiais apreendidos.
Investigações complementares e ações de fiscalização deverão prosseguir para desarticular redes que financiam e operam o garimpo ilegal, reduzindo assim a reincidência e ampliando a proteção ambiental na região.


