sábado
16 maio

Marinha do Brasil realiza ADEREX 2026 com tiro real, lançamento de torpedo Mk-46, operações com submarinos, afundamento controlado do ex-submarino Timbira e cerca de 1.500 militares

Operação entre 13 e 17 de abril no litoral do Rio de Janeiro, com integração de navios, submarinos, helicópteros, Salto Livre Operacional, sistema SPECTRA e ações de alta complexidade

A Marinha do Brasil realizou a primeira edição de 2026 da Comissão ADEREX 2026, uma operação que reuniu meios navais, aeronavais e de operações especiais para exercícios de alta complexidade.

O exercício mobilizou, segundo a força, cerca de 1.500 militares e incluiu tiro real, lançamento de torpedo e ações com submarinos, num amplo teste de capacidade operacional em ambiente marítimo.

As atividades aconteceram entre os dias 13 e 17 de abril, com foco na prontidão da Esquadra e na proteção da região conhecida como Amazônia Azul, conforme informação divulgada pela Marinha do Brasil.

Tiro real, torpedo e alvo real

Entre os destaques do exercício esteve o lançamento de torpedo Mk-46, ação que testou sistemas de combate anti-submarino e integração sensorial entre plataformas, num cenário de pressão e coordenação.

Outra ação marcante foi o afundamento controlado do ex-submarino Timbira, utilizado como alvo real durante o treinamento, demonstrando capacidade de emprego de armas reais e procedimentos de segurança em ambiente operante.

Integração de meios e operações especiais

A operação evidenciou a coordenação entre navios, submarinos, helicópteros e caças, além de tropas de operações especiais em ações como o Salto Livre Operacional (SLOp), e simulações de ameaças assimétricas.

Manobras sob baixa visibilidade e infiltrações por ar e mar reforçaram a capacidade de atuação conjunta, com comunicações e geolocalização sincronizadas entre os diversos meios.

Preparo do efetivo e defesa da Amazônia Azul

Exercícios como a ADEREX 2026 são parte do investimento contínuo na capacitação do efetivo, voltados para garantir prontidão operativa e capacidade de resposta em crises no mar.

A Marinha ressaltou que as atividades contribuem para a proteção da Amazônia Azul, área estratégica para o Brasil, assegurando defesa de riquezas marítimas e rotas comerciais vitais para a economia.

Tecnologia, comando e controle

O uso do sistema SPECTRA foi apontado como instrumento para aprimorar comunicação e geolocalização das forças em operação, elevando o nível de coordenação entre meios embarcados e aéreos.

A combinação de tecnologia, treinamento e emprego de alvos reais consolidou a mensagem de preparo operacional da Marinha, com foco em interoperabilidade e resposta a cenários complexos no mar.

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