sábado
16 maio

Operação Catrimani II desmonta logística do garimpo na Terra Indígena Yanomami em Roraima, inutiliza pistas, prende suspeitos e registra prejuízo superior a R$ 683,3 milhões

A ofensiva das Forças Armadas na Operação Catrimani II usou 1,4 toneladas de explosivos, helicópteros e tecnologia NVG para inutilizar pistas, destruir acampamentos e apreender equipamentos

A presença do Estado foi reforçada na primeira quinzena de abril com ações diretas contra o garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami, em Roraima. A ofensiva teve como alvo a logística que sustenta as organizações criminosas que atuam na região.

Em operações combinadas, forças militares, policiais e agências federais focaram em tornar inviável o transporte de insumos e pessoas, com destruição de infraestruturas e apreensões de materiais. O impacto econômico e ambiental das ações foi destacado pelas autoridades.

Os números e as medidas da intervenção foram divulgados à imprensa, reforçando a continuidade das operações contra o garimpo ilegal na Amazônia, conforme informação divulgada pelo Defesa em Foco.

Destruição de pistas e neutralização da rota aérea

Como parte da Operação Catrimani II, foram inutilizadas sete pistas de pouso clandestinas em pontos estratégicos, entre eles Xiriana, Noronha, Capixaba, Quincas, Hélio, Mucuim e Dicão. Para impedir novos pousos e decolagens, foram empregadas cerca de 1,4 toneladas de explosivos, gerando crateras que tornam as pistas impraticáveis.

As ações aéreas contaram com apoio de helicópteros e aeronaves que ampliaram a capacidade de alcance e precisão das operações. Empregaram-se os helicópteros HM-2 Black Hawk, HM-1 Pantera e HM-4 Jaguar do Exército Brasileiro, além do H-60 Black Hawk e do C-98 Caravan da Força Aérea Brasileira, com uso de tecnologia de visão noturna, NVG, para operações em horários de baixa visibilidade.

Prisões, apreensões e destruição de acampamentos

Durante a ofensiva foram detidos cinco suspeitos, que foram encaminhados à Polícia Federal após transporte até a Base Aérea de Boa Vista. As forças também destruíram 20 acampamentos clandestinos, buscando reduzir a capacidade de retomada das atividades ilegais.

Foram apreendidos ou inutilizados insumos e equipamentos essenciais ao garimpo, incluindo 1.620 litros de combustível, motores, maquinários, balsas, embarcações, armas de fogo, munições e aparelhos celulares, medidas que atingem diretamente a logística e a operação dos grupos criminosos.

Impacto financeiro, ambiental e continuidade das ações

Os resultados da operação fazem parte de um esforço de desintrusão mais amplo na Terra Indígena Yanomami, que, desde 2024, gerou um impacto superior a R$ 683,3 milhões às estruturas criminosas. No período, as operações interagências contabilizaram 10.052 ações, 51.765 abordagens e 363 prisões, segundo dados oficiais.

Além disso, foram inutilizados 2.155 motores, 860 acampamentos, 80 pistas clandestinas e 51 aeronaves, com apreensão de 249,7 kg de ouro, aproximadamente uma tonelada de mercúrio e cerca de 251 mil litros de óleo diesel, evidenciando a dimensão econômica e o dano ambiental causados pelo garimpo ilegal.

A Operação Catrimani II ocorre em cumprimento à Portaria GM-MD nº 5.831/2024 e integra esforços das Forças Armadas, órgãos de segurança pública e agências federais, coordenados pela Casa de Governo em Roraima, com foco na repressão ao garimpo ilegal, crimes ambientais e ilícitos transfronteiriços.

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