segunda-feira
22 junho

Base Industrial de Defesa pressiona Congresso em encontro com Michel Temer, ABIMDE e lideranças defendem PEC 55/2023 por orçamento mínimo e modernização das EED

Encontro com Temer reúne propostas como PEC 55/2023, PL 1143/26 e atualização da Lei 12.598/2012, com foco em previsibilidade orçamentária, inovação e integração com SUSP

O encontro entre a ABIMDE e o ex-presidente Michel Temer colocou a Base Industrial de Defesa novamente no centro do debate sobre financiamento, governança e prioridades estratégicas do setor.

Lideranças do segmento debateram medidas em tramitação no Congresso, com destaque para propostas que podem garantir contratos de longo prazo e maior competitividade internacional.

Segundo dados do setor, a indústria de defesa brasileira movimenta bilhões por ano e envolve mais de 200 empresas, conforme informação divulgada pela ABIMDE.

Propostas legislativas e impacto estrutural

O ponto central das discussões foi a PEC 55/2023, que propõe a vinculação de recursos mínimos ao orçamento da Defesa, medida vista como forma de garantir previsibilidade e estabilidade para programas de médio e longo prazo.

Também foi debatido o PL 1143/26, voltado ao fortalecimento do Sistema Único de Segurança Pública, com a proposta de integrar a indústria às demandas operacionais das forças de segurança, ampliando o uso de tecnologias de aplicação dual, militar e civil.

A atualização da Lei 12.598/2012, que regula as Empresas Estratégicas de Defesa, ganhou atenção, com propostas para incorporar áreas como cibersegurança e sistemas autônomos, e discutir ampliação de benefícios na reforma tributária para aumentar a competitividade.

Empregos, soberania e impacto no cidadão

O fortalecimento do setor tem reflexos diretos na economia, gerando milhares de empregos qualificados em engenharia, tecnologia e inovação, e potencial para estimular cadeias produtivas nacionais.

A possível recriação de um Ministério da Segurança Pública foi abordada como mecanismo para melhorar a coordenação entre União, estados e municípios, o que pode permitir maior integração de políticas voltadas à segurança do cidadão.

A redução da dependência externa em tecnologias críticas reforça a soberania nacional, ampliando a capacidade do Brasil de responder a crises e a desafios geopolíticos.

Contexto histórico e perspectivas futuras

A indústria passou por ciclos de expansão e retração nas últimas décadas, mas retoma protagonismo com programas estratégicos e maior articulação institucional entre governo e setor privado.

Durante a reunião foi entregue a Michel Temer a obra “Base Industrial de Defesa e Segurança – Uma trajetória de Desenvolvimento e Soberania”, que resgata a evolução do setor e reforça sua importância para o desenvolvimento nacional.

Com um cenário global marcado por tensões e avanços tecnológicos acelerados, a integração entre indústria, governo e Congresso será decisiva para transformar propostas em políticas públicas concretas.

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