Debate no PTDSC aproximou militares, pesquisa e indústria para desenvolver capacidades de sistemas não tripulados, com foco em soberania tecnológica e inovação estratégica
O 1º Workshop do Parque Tecnológico de Defesa e Segurança de Campinas reuniu, nos dias 8 e 9 de junho de 2026, representantes do Exército Brasileiro, universidades e indústria para discutir projetos estratégicos.
Entre os assuntos em destaque esteve a cooperação para o desenvolvimento de drones armados nacionais, além de iniciativas em defesa cibernética, inteligência artificial e sensores avançados.
O encontro teve como objetivo colher contribuições para a implantação do parque e alinhar expectativas sobre seu funcionamento futuro, conforme informação divulgada pelo 1º Workshop do Parque Tecnológico de Defesa e Segurança de Campinas.
Integração entre Exército, indústria e universidades
Organizado pelo General de Brigada Douglas Corbari Corrêa, Chefe do Núcleo do PTDSC, o workshop enfatizou a necessidade de fortalecer a chamada tríplice hélice da inovação, baseada na interação entre governo, academia e setor produtivo.
A região de Campinas foi apontada como ambiente favorável, por abrigar universidades, institutos de pesquisa e empresas de tecnologia capazes de transformar pesquisas em soluções para a Base Industrial de Defesa.
Participaram autoridades do Exército, entre elas o General de Exército Veterano Francisco Carlos Modesto e o General de Divisão Armando Morado Ferreira, Diretor de Ensino, Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação, reforçando o compromisso institucional com a cooperação.
Drones armados no radar, debates e implicações
Durante palestra ministrada pelo Coronel Alexandre Horstmann, representante da Diretoria de Fabricação do Exército, foram apresentados projetos que poderão compor os esforços do parque, com destaque para plataformas não tripuladas.
Especialistas destacaram que o emprego de drones armados em vigilância, reconhecimento e apoio ao combate mudou a forma de planejar operações, por isso o desenvolvimento nacional é visto como caminho para ampliar a autonomia estratégica brasileira.
O debate incluiu a necessidade de reduzir dependências tecnológicas externas, estimular a indústria nacional de Defesa e garantir marcos legais e controles que assegurem emprego responsável e compatível com normas internacionais.
Defesa cibernética e tecnologias emergentes
O General de Brigada Marcos Lehmkuhl de Souza, Chefe do Centro de Defesa Cibernética, representou as áreas voltadas à proteção de redes e sistemas críticos, ressaltando que a digitalização exige investimentos contínuos em segurança.
O parque pretende fomentar projetos em inteligência artificial, sistemas autônomos e tecnologias de comando e controle, integrando essas áreas aos projetos de plataformas aéreas não tripuladas e sensores avançados.
A combinação dessas capacidades é vista como fator para posicionar o PTDSC entre os principais ambientes de inovação em Defesa na América Latina.
Produzindo soberania, desafios e próximos passos
O lema apresentado durante o evento, “Produzindo Soberania”, sintetiza o objetivo estratégico do PTDSC, que busca criar um ecossistema capaz de gerar conhecimento e fortalecer a Base Industrial de Defesa.
Além dos ganhos para a defesa, espera-se que o parque gere empregos qualificados, atraia investimentos e fomente startups tecnológicas, contribuindo para o desenvolvimento regional e a autonomia nacional.
Os organizadores destacaram que o próximo passo é transformar as contribuições do workshop em projetos concretos e em parcerias entre universidades, centros de pesquisa, empresas e as Forças Armadas, para que soluções desenvolvidas localmente possam ser aplicadas operacionalmente.
Para mais informações e sugestões, os organizadores convidaram a comunidade a participar do acompanhamento das iniciativas, conforme orientação divulgada pelo evento.


