segunda-feira
29 junho

Economia Azul recebe ciclo nacional ‘Horizontes da Economia Azul’ da Marinha, debate Margem Equatorial, Amazônia Azul, hidrovias, energias offshore e oportunidades até 2027

Ciclo de dez simpósios coordenado pela Diretoria de Portos e Costas, com encontros regionais até abril de 2027, visa integrar segurança, infraestrutura e sustentabilidade na Economia Azul

A Marinha do Brasil iniciou um amplo programa de debates sobre a Economia Azul, com a mobilização de agentes públicos, acadêmicos e setor produtivo em torno do aproveitamento sustentável dos recursos marítimos e fluviais.

O projeto, batizado de Horizontes da Economia Azul, começou na Escola de Guerra Naval, no Rio de Janeiro, e vai percorrer as cinco regiões do País, buscando consolidar propostas que possam virar políticas públicas e investimentos.

Os encontros pretendem mapear desafios e oportunidades em temas como infraestrutura portuária, logística, segurança da navegação, pesquisa e inovação, conforme informação divulgada pela Marinha do Brasil.

Simpósios, objetivos e organização

Coordenado pela Diretoria de Portos e Costas (DPC), o ciclo terá dez simpósios regionais e um encontro nacional em Brasília, em abril de 2027. A iniciativa reúne representantes de órgãos federais, universidades, empresas e sociedade civil, com a meta de integrar visões e propor ações práticas.

Segundo o Diretor-Geral de Navegação, Almirante de Esquadra Sílvio Luís dos Santos, o objetivo é ampliar o debate sobre atividades marítimas e fluviais e buscar soluções integradas para os temas prioritários da Economia Azul, incluindo preservação ambiental e desenvolvimento econômico.

Margem Equatorial, potencial energético e debates técnicos

A escolha da Margem Equatorial como eixo do primeiro encontro reflete seu papel estratégico para o país. Em 2025, o Brasil consolidou direitos sobre aproximadamente 360 mil quilômetros quadrados entre o Amapá e o Rio Grande do Norte, área cujo potencial energético é estimado em até 30 bilhões de barris de petróleo.

Representantes da Petrobras, da ANP, do Ibama, do INPE, além de empresas e universidades, participaram das discussões sobre como conciliar exploração de recursos, inovação tecnológica e proteção ambiental na região.

Amazônia Azul e segurança marítima como prioridades estratégicas

O ciclo reforça a importância da Amazônia Azul como espaço de interesse nacional, por concentrar rotas comerciais, recursos naturais e demandas de monitoramento e vigilância. A ideia é fortalecer a presença institucional e a capacidade de proteção desses ambientes.

A segurança marítima aparece como eixo central, porque o equilíbrio entre exploração econômica e preservação exige coordenação entre órgãos governamentais, setor produtivo, academia e sociedade civil, modelo que os simpósios buscam consolidar.

Próximas etapas e impactos regionais

A segunda etapa ocorrerá em 10 de julho, no Bioparque Pantanal, em Campo Grande (MS), com foco em hidrovias, turismo sustentável e formação profissional, mostrando que a Economia Azul também abrange sistemas hidroviários interiores.

A proposta amplia o debate sobre integração logística, geração de renda e conservação ambiental em diferentes realidades regionais, e prevê sistematizar as contribuições em Brasília para subsidiar políticas públicas voltadas ao fortalecimento da Economia Azul e à projeção estratégica do Brasil no Atlântico Sul.

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