Ciclo de dez simpósios coordenado pela Diretoria de Portos e Costas, com encontros regionais até abril de 2027, visa integrar segurança, infraestrutura e sustentabilidade na Economia Azul
A Marinha do Brasil iniciou um amplo programa de debates sobre a Economia Azul, com a mobilização de agentes públicos, acadêmicos e setor produtivo em torno do aproveitamento sustentável dos recursos marítimos e fluviais.
O projeto, batizado de Horizontes da Economia Azul, começou na Escola de Guerra Naval, no Rio de Janeiro, e vai percorrer as cinco regiões do País, buscando consolidar propostas que possam virar políticas públicas e investimentos.
Os encontros pretendem mapear desafios e oportunidades em temas como infraestrutura portuária, logística, segurança da navegação, pesquisa e inovação, conforme informação divulgada pela Marinha do Brasil.
Simpósios, objetivos e organização
Coordenado pela Diretoria de Portos e Costas (DPC), o ciclo terá dez simpósios regionais e um encontro nacional em Brasília, em abril de 2027. A iniciativa reúne representantes de órgãos federais, universidades, empresas e sociedade civil, com a meta de integrar visões e propor ações práticas.
Segundo o Diretor-Geral de Navegação, Almirante de Esquadra Sílvio Luís dos Santos, o objetivo é ampliar o debate sobre atividades marítimas e fluviais e buscar soluções integradas para os temas prioritários da Economia Azul, incluindo preservação ambiental e desenvolvimento econômico.
Margem Equatorial, potencial energético e debates técnicos
A escolha da Margem Equatorial como eixo do primeiro encontro reflete seu papel estratégico para o país. Em 2025, o Brasil consolidou direitos sobre aproximadamente 360 mil quilômetros quadrados entre o Amapá e o Rio Grande do Norte, área cujo potencial energético é estimado em até 30 bilhões de barris de petróleo.
Representantes da Petrobras, da ANP, do Ibama, do INPE, além de empresas e universidades, participaram das discussões sobre como conciliar exploração de recursos, inovação tecnológica e proteção ambiental na região.
Amazônia Azul e segurança marítima como prioridades estratégicas
O ciclo reforça a importância da Amazônia Azul como espaço de interesse nacional, por concentrar rotas comerciais, recursos naturais e demandas de monitoramento e vigilância. A ideia é fortalecer a presença institucional e a capacidade de proteção desses ambientes.
A segurança marítima aparece como eixo central, porque o equilíbrio entre exploração econômica e preservação exige coordenação entre órgãos governamentais, setor produtivo, academia e sociedade civil, modelo que os simpósios buscam consolidar.
Próximas etapas e impactos regionais
A segunda etapa ocorrerá em 10 de julho, no Bioparque Pantanal, em Campo Grande (MS), com foco em hidrovias, turismo sustentável e formação profissional, mostrando que a Economia Azul também abrange sistemas hidroviários interiores.
A proposta amplia o debate sobre integração logística, geração de renda e conservação ambiental em diferentes realidades regionais, e prevê sistematizar as contribuições em Brasília para subsidiar políticas públicas voltadas ao fortalecimento da Economia Azul e à projeção estratégica do Brasil no Atlântico Sul.


