Roteiro recém-anunciado amplia capacidades do A-29 Super Tucano para missões antidrone, com foco em sensores avançados, link de vídeo e integração de armas guiadas
A Embraer detalhou no Farnborough International Airshow 2026 um pacote de modernização do A-29 Super Tucano voltado ao combate a sistemas aéreos não tripulados, com mudanças em aviônica, sensores e armamentos.
O projeto visa converter a aeronave em uma opção de baixo custo para missões C-UAS, aumentando autonomia, persistência sobre a área e consciência situacional da tripulação, com equipamentos atualizados e novos links de dados.
A proposta também inclui a integração de uma bomba guiada por INS/GPS, além de soluções já existentes como foguetes APKWS e metralhadoras calibre .50, conforme informação divulgada pela Embraer.
O que muda na aviônica e nos sensores
A modernização apresenta uma **aviônica de quinta geração** e um **Large Area Cockpit Display**, com interfaces mais modernas para facilitar a identificação e o rastreamento de alvos. Além disso, o pacote incorpora um **Video Downlink** de última geração, para transmitir imagens para postos de comando em tempo real.
Essas atualizações aumentam a consciência situacional da tripulação, e permitem empregar sensores eletro-ópticos e infravermelho com maior eficiência, tornando o A-29 Super Tucano mais apto a detectar drones que operam em baixa altitude e baixa velocidade.
Armamentos e capacidade C-UAS
No campo de armas, a fabricante confirmou a manutenção do suporte a foguetes guiados a laser APKWS, e a adoção planejada de uma **bomba guiada por INS/GPS**, que amplia a precisão contra alvos fixos e móveis.
O conceito de emprego C-UAS segue o fluxo já conhecido, com recebimento de coordenadas via link de dados, rastreamento pelo sensor EO/IR embarcado, e engajamento com armamentos guiados ou metralhadoras nas asas, aproveitando muito da infraestrutura já presente na aeronave.
Vantagens operacionais e economia para operadores
Como alternativa a caças supersônicos, o A-29 Super Tucano oferece custos operacionais e de manutenção mais baixos, junto com capacidade de voar em baixas velocidades e alta manobrabilidade, características úteis contra drones como os da família Shahed.
Ao atualizar plataformas já em serviço, países que operam o A-29 Super Tucano podem incorporar capacidades C-UAS sem adquirir novas aeronaves especializadas, reduzindo custos e acelerando a disponibilidade operacional.
Estratégia da Embraer e números da frota
A iniciativa faz parte de uma estratégia iniciada em 2025, com foco inicial no Oriente Médio, que ganhou tração diante da demanda global por soluções antidrone eficientes e econômicas.
A Embraer destacou ainda que “a frota mundial já ultrapassa 625 mil horas de voo, enquanto 39 novas aeronaves foram comercializadas em menos de 24 meses.”, conforme informação divulgada pela Embraer.
Com a ampliação contínua de sensores, sistemas de missão e armamentos inteligentes, o A-29 Super Tucano tende a consolidar-se como uma plataforma multimissão, adequada a cenários modernos onde a presença de drones exige respostas rápidas e com custos controlados.


