Festa de Nossa Senhora do Carmo no Forte de Coimbra reúne militares, autoridades e moradores, com missa presidida por Dom João Batista, procissão terrestre e procissão fluvial pelo Rio Paraguai
A celebração em torno da Festa de Nossa Senhora do Carmo no Forte de Coimbra reuniu militares do Exército Brasileiro, autoridades civis, moradores da vila e peregrinos, em uma programação marcada pela fé e pela tradição.
A programação incluiu Santa Missa, procissão terrestre pelas ruas da vila e a tradicional procissão fluvial pelo Rio Paraguai, momentos que reforçaram os vínculos entre a guarnição e a comunidade.
O encontro destacou, também, a continuidade de uma herança espiritual e cultural que acompanha a fortificação há décadas, conforme informação divulgada pelo Defesa em Foco
Uma tradição de quase 250 anos
O Forte de Coimbra tem história longa junto à devoção a Nossa Senhora do Carmo. Erguido em 1775, às margens do Rio Paraguai, o forte foi concebido para garantir a soberania portuguesa, e depois brasileira, sobre a fronteira oeste.
Ao longo do tempo, a Padroeira se consolidou como referência espiritual para gerações de militares que serviram na região, em um histórico que inclui episódios como a resistência durante a Guerra da Tríplice Aliança (1864–1870).
Procissões terrestre e fluvial que mantêm viva a devoção
Após a missa presidida por Dom João Batista de Oliveira, os presentes seguiram na procissão terrestre pelas ruas da vila, cerimônia que simboliza a continuidade de uma devoção transmitida entre gerações.
A sequência da festa foi a procissão fluvial pelo Rio Paraguai, momento emblemático que levou a bênção da Padroeira aos navegantes, pescadores, militares e famílias que dependem do rio para sua vida e sustento.
Papel estratégico do Forte de Coimbra e presença do Exército
Além do valor religioso, o Forte de Coimbra mantém papel estratégico para a defesa e a presença do Estado na fronteira oeste. A fortificação segue contribuindo para o combate a crimes transfronteiriços, para a proteção ambiental e para ações do Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras, SISFRON.
A presença de oficiais-generais na celebração, entre eles o Comandante Militar do Oeste, General de Exército Alcides, e o Comandante da 18ª Brigada de Infantaria de Pantanal, General de Brigada Novaes, evidencia a ligação entre missão, história e tradição.
Integração entre Exército e comunidade, fé e serviço à pátria
A cerimônia religiosa foi presidida por Dom João Batista de Oliveira, Bispo Diocesano de Corumbá, e concelebrada pelo Tenente-Coronel Padre Mônaco, capelão militar da reserva do Exército, e pelo Capitão Padre Wendell, capelão militar da 18ª Brigada de Infantaria de Pantanal.
Também participaram autoridades como o Comandante do 17º Batalhão de Fronteira, Tenente-Coronel Alves Branco, além de moradores da vila e peregrinos, demonstrando que a festa é ponto de encontro entre história, cultura e espiritualidade.
Mais do que um evento religioso, a Festa de Nossa Senhora do Carmo no Forte de Coimbra reafirma a importância de preservar tradições centenárias, fortalecer a identidade institucional do Exército Brasileiro e aproximar a Força da comunidade local.


