No seminário “Inteligência Artificial e Inovação” na Escola de Guerra Naval, autoridades e especialistas discutiram aplicações da Inteligência Artificial na Defesa, ética algorítmica e cooperação regional
A Marinha do Brasil reuniu especialistas, autoridades militares e representantes de países parceiros no seminário “Inteligência Artificial e Inovação”, realizado na Escola de Guerra Naval, no Rio de Janeiro.
O encontro explorou como a Inteligência Artificial pode acelerar a análise de dados, apoiar o comando e controle, e reforçar a logística e a defesa cibernética das Forças Armadas.
Participaram militares e civis, entre eles o Capitão de Navio DEM Héctor Dejesús Lugo Brítez, assessor paraguaio do CAMAS, fortalecendo o intercâmbio entre Brasil e Paraguai, conforme informação divulgada pela Marinha do Brasil.
Seminário reúne militares, pesquisadores e parceiros internacionais
A iniciativa da Escola de Guerra Naval buscou concentrar vozes civis e militares para debater tendências tecnológicas que moldarão o ambiente operacional nas próximas décadas.
A presença do Capitão de Navio Héctor Dejesús Lugo Brítez, assessor do Conselho das Marinhas Americanas, reafirmou o interesse em compartilhar experiências em inovação tecnológica, planejamento estratégico e desenvolvimento de capacidades voltadas à Defesa.
Aplicações práticas e os principais desafios da Inteligência Artificial
Entre os temas discutidos, a análise de inteligência, apoio ao comando e controle, logística, defesa cibernética, monitoramento marítimo e automação de processos receberam destaque.
A rápida evolução da Inteligência Artificial permite que algoritmos processem grandes volumes de dados em segundos, auxiliando comandantes na avaliação de cenários complexos e na tomada de decisões mais rápidas e precisas.
Ao mesmo tempo, o seminário enfatizou desafios como governança dos algoritmos, proteção de dados sensíveis, confiabilidade dos sistemas e o emprego ético da Inteligência Artificial, questões que passam a integrar as agendas das principais organizações militares.
Cooperação regional fortalece interoperabilidade e soluções adaptadas
O intercâmbio com representantes do Paraguai e de outras marinhas da região foi apontado como fundamental para ampliar a interoperabilidade e desenvolver soluções tecnológicas ajustadas à realidade da América do Sul.
Esse compartilhamento de conhecimentos contribui para iniciativas conjuntas em segurança marítima, proteção de fronteiras, defesa cibernética e preservação de infraestruturas estratégicas.
Escola de Guerra Naval, formação e a agenda de inovação
Ao sediar o seminário, a Escola de Guerra Naval reforça seu papel como centro de estudos estratégicos, voltado à formação de oficiais superiores e à produção de conhecimento sobre transformação digital e poder marítimo.
Promover debates que unam militares, pesquisadores e representantes internacionais amplia a capacidade brasileira de acompanhar a evolução tecnológica, desenvolver competências nacionais em inovação e reduzir dependências externas.
Para as Forças Armadas, a Inteligência Artificial já deixou de ser um tema acadêmico, tornando-se elemento estratégico na competição global, e a EGN busca preparar profissionais para esse novo cenário.


