Acordo em Lisboa amplia compartilhamento de inteligência e coordenação operacional, e abre caminho para a participação da Força Naval brasileira em ações multinacionais no Atlântico
A Marinha do Brasil assinou um Memorando de Entendimento com o Maritime Analysis and Operations Centre – Narcotics, o MAOC-N, em cerimônia realizada na sede do centro, em Lisboa.
O acordo amplia o intercâmbio de informações estratégicas, fortalece a coordenação operacional e cria mecanismos para operações conjuntas contra o tráfico marítimo de drogas.
A delegação brasileira contou com representantes do Gabinete de Segurança Institucional, Polícia Federal, Receita Federal e Polícia Militar, e a assinatura foi feita pelo Contra-Almirante Luciano Calixto de Almeida Junior, Comandante de Operações Marítimas e Proteção da Amazônia Azul, conforme informação divulgada pelo MAOC-N.
Detalhes do acordo e objetivos
O memorando, assinado na sede do centro em Lisboa, estabelece mecanismos para ampliar o compartilhamento de informações estratégicas, fortalecer a coordenação operacional e intensificar a cooperação entre as instituições no enfrentamento ao tráfico internacional de drogas por via marítima, segundo as informações divulgadas.
O texto prevê o desenvolvimento de procedimentos conjuntos, maior interoperabilidade entre as forças e a possibilidade de participação da Marinha em operações coordenadas pelo centro europeu.
Quem assinou e quem participou
A assinatura foi realizada pelo Contra-Almirante Luciano Calixto de Almeida Junior, que representou a Marinha do Brasil, e pelo Diretor-Executivo do MAOC-N. A comitiva brasileira reuniu membros do GSI, da Polícia Federal, da Receita Federal e da Polícia Militar.
O MAOC-N afirmou que “a expectativa é ampliar a cooperação com a Marinha do Brasil e contar futuramente com a participação da Força Naval em operações coordenadas pelo centro europeu”, destacando a intenção de integrar ações entre continentes.
Impacto para a Amazônia Azul e rotas marítimas
Com o acordo, a Marinha amplia sua inserção em redes internacionais de combate ao crime organizado, o que pode fortalecer o monitoramento das rotas utilizadas para o transporte de entorpecentes entre a América do Sul, a Europa e outras regiões.
A cooperação deve contribuir para a segurança das rotas marítimas e para a proteção dos interesses estratégicos brasileiros na Amazônia Azul, área que concentra recursos naturais, infraestrutura energética e rotas comerciais essenciais para o país.
Próximos passos e perspectivas
Além do intercâmbio de informações e da cooperação operacional, o acordo facilita a criação de procedimentos conjuntos e aumenta a capacidade de resposta a ameaças transnacionais.
A expectativa das partes é ampliar gradualmente as ações coordenadas, com compartilhamento de inteligência e participação em operações multinacionais, fortalecendo a atuação conjunta contra o narcotráfico marítimo.


