Encontro em Recife reuniu Forças Armadas, universidades e indústria para debater inteligência artificial, geopolítica e o papel estratégico do saliente nordestino
O Exército buscou ampliar a integração entre Defesa, academia e setor produtivo durante o VI Encontro da Rede Nordeste de Estudos Estratégicos e Inovação, realizado no Forte Guararapes, em Recife.
O objetivo central foi promover cooperação em pesquisa, desenvolvimento tecnológico e formação de recursos humanos, com foco em inovação e soberania tecnológica.
As discussões abordaram inteligência artificial, cenários de conflito global e os impactos das novas tecnologias sobre a defesa do país, conforme informação divulgada pelo Comando Militar do Nordeste (CMNE).
Evento e participação, estrutura e foco
“O Comando Militar do Nordeste (CMNE) promoveu, no dia 29 de julho, no Forte Guararapes, em Recife (PE), o VI Encontro da Rede Nordeste de Estudos Estratégicos e Inovação (ERENEEI).” Essa frase resume data, local e propósito do encontro, conforme documento de divulgação do CMNE.
O público presente incluiu representantes das Forças Armadas, universidades, centros de pesquisa, instituições públicas e do setor produtivo, em uma agenda voltada ao fortalecimento da cooperação entre Defesa, academia e indústria.
Defesa e inovação caminham lado a lado
Especialistas ressaltaram que a inovação tecnológica é condição para a modernização das Forças, e que temas como inteligência artificial e transformação geopolítica exigem respostas integradas.
As mesas destacaram a necessidade de ampliar parcerias entre centros de pesquisa e instituições de Defesa, para gerar soluções aplicáveis, preparar pessoal qualificado e reduzir dependência externa.
Cooperação fortalece capacidades nacionais
A aproximação entre militares, pesquisadores e indústria favorece a identificação de projetos conjuntos em P&D, no desenvolvimento de equipamentos e na formação de recursos humanos.
O encontro reforçou que, ao articular academia e setor produtivo, o Exército busca promover autonomia tecnológica e fortalecer a Base Industrial de Defesa, com impactos diretos no planejamento estratégico nacional.
Saliente nordestino ganha destaque estratégico
O tema central, o saliente nordestino como vetor estratégico em cenários de conflito global, colocou em evidência a importância geográfica e logística da região para o Brasil.
Pesquisadores e militares discutiram como a posição no Atlântico Sul e a infraestrutura local podem ser aproveitadas em cooperação internacional e em operações que defendam interesses nacionais.
Produção de conhecimento e próximos passos
O VI ERENEEI reafirmou o compromisso do Exército com a produção científica, a inovação e a cooperação interinstitucional, como instrumentos para fortalecer capacidades estratégicas.
Entre os desdobramentos esperados estão novas redes de pesquisa, programas de capacitação e iniciativas de transferência tecnológica entre universidades e indústria, com participação das Forças Armadas.
Para mais informações ou sugestões de pauta, foi disponibilizado contato do evento, inclusive o número de WhatsApp informado na divulgação, 21 99459-4395.


