Acordo assinado por Magda Chambriard e Almirante de Esquadra Marcos Sampaio Olsen amplia cooperação na Margem Equatorial em monitoramento, logística offshore, resposta a emergências, descomissionamento e inovação
Petrobras e a Marinha do Brasil formalizaram um Protocolo de Intenções para expandir a cooperação técnica e estratégica em áreas-chave para a atuação no mar.
O acordo abrange temas como logística offshore, monitoramento e proteção marítima, resposta a emergências, busca e salvamento, pesquisa científica, inovação tecnológica e capacitação de profissionais.
O protocolo dá continuidade a uma parceria que, em 2025, já contribuiu para a ampliação dos limites da Plataforma Continental Brasileira na Margem Equatorial, com impacto direto nos direitos sobre recursos do leito e do subsolo marinho.
conforme informação divulgada pela Marinha e pela Petrobras.
O que prevê o novo protocolo
O documento estabelece uma agenda de cooperação entre as instituições, com ações coordenadas para fortalecer operações na Margem Equatorial. Entre os objetivos estão o apoio logístico às atividades offshore, o monitoramento contínuo das águas jurisdicionais e a proteção da infraestrutura marítima crítica.
A parceria também prioriza a preparação para incidentes, com protocolos conjuntos de resposta a emergências e operações de busca e salvamento, além de programas de capacitação para profissionais civis e militares envolvidos em operações no mar.
Foco em inovação, pesquisa e energias alternativas
O acordo prevê atividades de pesquisa científica e desenvolvimento tecnológico para melhorar o conhecimento oceanográfico na Margem Equatorial, e para apoiar o desenvolvimento de energias alternativas no ambiente marítimo.
A cooperação inclui iniciativas de inovação que visam ampliar a segurança operacional das atividades de exploração, bem como projetos voltados ao monitoramento ambiental e ao uso sustentável dos recursos da Amazônia Azul.
Descomissionamento e segurança operacional
Um dos eixos do protocolo trata do descomissionamento de unidades offshore, atividade que exige planejamento técnico, segurança operacional e coordenação entre órgãos públicos e empresas do setor.
Ao integrar capacidades civis e militares, a parceria busca reduzir riscos operacionais e garantir conformidade com normas ambientais, além de promover transferência de conhecimento e formação técnica especializada.
Resultados já alcançados e importância estratégica
Como resultado prático da cooperação entre Petrobras e Marinha, em 2025 a atuação conjunta contribuiu para que o Brasil ampliou em aproximadamente 360 mil quilômetros quadrados sua plataforma continental na região da Margem Equatorial, reforçando direitos sobre recursos do leito e do subsolo marinho.
A Margem Equatorial é vista como uma fronteira promissora para a exploração de petróleo e gás, e sua importância geopolítica decorre também da integração à Amazônia Azul, área estratégica para biodiversidade, comércio e segurança nacional.
Para a Marinha, a ampliação da cooperação com a Petrobras fortalece a presença brasileira na região, ao combinar conhecimento oceanográfico, capacidade de resposta e infraestrutura logística para operar de forma permanente na área.


