terça-feira
31 março

Golbery e a visão de Brasil potência continental, como integrar a Amazônia, ampliar rodovias e interiorizar o desenvolvimento para transformar território em poder nacional

Continuidade da proposta de Golbery para o Brasil potência continental, integrando Amazônia, malha rodoviária e interiorização do desenvolvimento como pilares de soberania e poder

O general Golbery do Couto e Silva via o país como uma potência em construção, não como um resultado pronto, e defendia um projeto de longo prazo para articular território, população e recursos.

Sua perspectiva considerava a Amazônia como central para a segurança nacional, e via a presença do Estado como condição para consolidar soberania e reduzir vulnerabilidades.

Essas ideias estão presentes na obra de Golbery, conforme a obra ‘Geopolítica do Brasil’ de Golbery do Couto e Silva.

Território como fator estruturante de poder

Para Golbery, o território não é apenas espaço físico, ele é a base material do poder do Estado. Transformar a vasta extensão brasileira em coesão estratégica exigia políticas coordenadas, capazes de levar presença administrativa e infraestrutura a áreas remotas.

A Amazônia, nessa leitura, não pode permanecer como um vazio demográfico, porque a ausência do Estado fragiliza a soberania. A ocupação planejada e a presença efetiva do Estado são instrumentos de consolidação da autoridade nacional.

Integração rodoviária e interiorização do desenvolvimento

A expansão da malha rodoviária, simbolizada pela Rodovia Transamazônica, foi encarada como mais do que obra de engenharia, ela é ferramenta de afirmação nacional.

Golbery defendia que conectar litoral e interior reduziria desigualdades regionais e fortaleceria a coesão social e econômica, tornando a interiorização do desenvolvimento um componente de segurança, e não apenas de crescimento econômico.

O Brasil potência continental em construção

Segundo a visão golberiana, o Brasil reúne atributos clássicos de potência continental, como território vasto, recursos naturais e população em expansão, e o desafio é converter esse potencial em poder efetivo.

A noção de Brasil potência continental implica planejamento estratégico, investimento em infraestrutura, indústria, ciência e defesa, para que o território seja um ativo, e não um obstáculo.

Legado e atualidade do debate

Décadas depois, o debate sobre Amazônia, soberania e desenvolvimento permanece atual. A visão de Golbery segue como referência para análises que ligam integração territorial, segurança e projeto de país.

Transformar recursos e espaço em poder nacional, segundo essa leitura, exige políticas de longo prazo, coordenação institucional e ações que promovam presença econômica e social no interior do Brasil.

Nos siga nas redes sociais

Últimas Notícias

- Advertisement - spot_imgspot_img

Notícias Relacionadas

Base de Hidrografia de Niterói retoma atracação de navios...

Retomada operacional da Base de Hidrografia de Niterói amplia uso dual do PIREF, permite atracação do PSV...

Mapeamento do fundo do mar pelo navio Vital de...

Exploração geofísica no Atlântico Sul com ecobatímetro multifeixe e sísmica rasa, para comprovar a ampliação da Plataforma...

Tiro de Instrução Básico do 59º BI Mtz com...

Durante o exercício prático em Maceió, o 59º BI Mtz aplicou o Tiro de Instrução Básico com...

Marinha do Brasil amplia cooperação com governo do Acre...

Marinha do Brasil e governo do Acre alinharam ações para ampliar presença naval, combater ilícitos, fortalecer infraestrutura...

Brigada de Selva intensifica presença na fronteira com Operação...

Operação Curaretinga I amplia atuação da Brigada de Selva na faixa de fronteira em Rondônia e Acre,...

Marinha garante segurança na procissão fluvial de Bom Jesus...

Capitania dos Portos de Sergipe reforçou inspeções e patrulhamento no Rio Cotinguiba para ordenar o tráfego aquaviário...