Nova doutrina foca prontidão operacional, interoperabilidade e modernização tecnológica para enfrentar ameaças híbridas que combinam guerra cibernética, desinformação e ações convencionais
O Exército Brasileiro intensifica medidas para manter a prontidão operacional diante de ameaças cada vez mais complexas e multifacetadas.
As ações recentes priorizam adaptação doutrinária, atualização de requisitos e investimento em tecnologia, com foco na integração entre ambientes e na capacitação da tropa.
Os próximos parágrafos detalham como a modernização técnica e a cooperação interforças transformam procedimentos e impacto institucional, ampliando a capacidade de resposta do país, conforme informação divulgada pelo Defesa em Foco.
Modernização técnica e operações multidomínio
A atualização da Doutrina Militar Terrestre (v. 13, n. 43, 2025) coloca o conceito de operações multidomínio no centro do planejamento estratégico, integrando os ambientes terrestre, marítimo, aéreo, cibernético e informacional.
O documento prioriza a adaptação do Exército a ameaças híbridas, que combinam ações convencionais, guerra cibernética, desinformação e operações psicológicas.
Para isso, o Comando de Operações Terrestres, COTER, coordenou a revisão de Requisitos Operacionais e a modernização dos Sistemas de Material de Emprego Militar (SMEM), buscando alinhar equipamentos e protocolos às exigências tecnológicas atuais.
Interoperabilidade e lições de missões internacionais
A integração de sistemas de comando e controle busca garantir maior interoperabilidade e superioridade decisória em cenários de crise, incluindo exercícios conjuntos e missões internacionais.
A incorporação de lições aprendidas fortalece o ciclo de aperfeiçoamento contínuo, com ênfase na prontidão logística e operacional compatível com os desafios do século XXI.
Esses ajustes permitem resposta coordenada, com ênfase em comunicação segura, fluxo de informações confiáveis e capacidade de agir rapidamente diante de ameaças digitais e informacionais.
Impacto institucional e reforço da Defesa Nacional
Na visão institucional, um Exército mais preparado amplia o poder dissuasório do Estado e contribui para a percepção de estabilidade frente a crises regionais e externas.
A cooperação com a Marinha do Brasil e a Força Aérea Brasileira amplia a capacidade de resposta conjunta, elemento essencial para proteção de infraestruturas críticas e segurança de fronteiras.
O investimento em ciência, tecnologia e inovação também estimula a Base Industrial de Defesa, fomenta pesquisa aplicada e contribui para a soberania tecnológica do país.
O que muda para a tropa e para a sociedade
Na prática, a nova orientação redefine procedimentos, amplia a capacitação técnica e exige maior integração entre unidades, com ênfase em competências digitais, análise de dados e operações informacionais.
O preparo deixa de ser exclusivamente físico e tático, passando a incluir habilidades em guerra cibernética e comunicação estratégica, aumentando a resiliência das unidades em ambientes complexos.
Para a população, a consequência é um Exército mais ágil e resiliente, apto tanto para operações de defesa quanto para missões subsidiárias, como apoio em desastres naturais e garantia da ordem pública.
Essas mudanças consolidam uma Força que atua com legitimidade, precisão e adaptabilidade, alinhada às transformações globais e às necessidades da soberania nacional.


