Projeto conecta plataformas aéreas e terrestres com inteligência artificial, ampliando a vigilância de fronteiras e áreas sensíveis com enxame de drones e robôs
O Exército Brasileiro apresentou no Instituto Militar de Engenharia uma nova plataforma que reúne drones e robôs terrestres para operações de reconhecimento e vigilância.
Batizado de EVAAT-GCN, o sistema integra comunicação, sensores e processamento por inteligência artificial, permitindo decisões autônomas e cooperação entre veículos.
A apresentação reuniu pesquisadores e representantes de instituições parceiras, sinalizando um avanço na inovação militar e na Base Industrial de Defesa, conforme informação divulgada pelo Instituto Militar de Engenharia, IME.
Como funciona o EVAAT-GCN e o conceito de enxame
O projeto EVAAT-GCN, que significa Enxame de Veículos Autônomos Aéreos e Terrestres, opera com múltiplas plataformas que trocam dados em tempo real.
Na prática, drones aéreos e robôs terrestres formam uma rede de sensores e atuadores, com comunicações seguras, o que amplia a capacidade de reconhecimento e reduz o risco para tropas humanas.
Com algoritmos que permitem decisões coordenadas, o enxame de drones e robôs identifica padrões, prioriza alvos de interesse e encaminha informações para centros de comando, usando menos tempo para produzir inteligência útil.
Cooperação científica e fortalecimento da indústria nacional
O desenvolvimento envolveu instituições como a Universidade Federal de Pernambuco, o Instituto de Matemática Pura e Aplicada e o Laboratório Nacional de Computação Científica, além do IME.
A participação da Financiadora de Estudos e Projetos, Finep, demonstra a articulação entre pesquisa, inovação e defesa, com o objetivo de transformar conhecimento acadêmico em sistemas aplicados.
Um dos objetivos é fortalecer a Base Industrial de Defesa brasileira, fomentando empresas nacionais para desenvolver protótipos e capacitar profissionais em robótica e ciência de dados aplicada à defesa.
Impacto operacional e aplicações previstas
O uso do enxame de drones e robôs deve ampliar a vigilância de fronteiras, o reconhecimento tático e o monitoramento de áreas estratégicas, com cobertura maior e coleta de dados mais rápida.
Sistemas autônomos e inteligência artificial são considerados hoje essenciais em cenários de guerra moderna e em missões de segurança, oferecendo suporte a decisões táticas e maior consciência situacional.
Além de missões militares, a tecnologia pode ser aplicada em operações de segurança, monitoramento ambiental e inspeção de infraestrutura, sempre com supervisão humana nas decisões críticas.
Próximos passos e desenvolvimento de protótipos
A próxima fase prevê a contratação de uma empresa nacional da Base Industrial de Defesa para desenvolver os primeiros protótipos operacionais, transformando pesquisa em equipamento aplicado.
Esse avanço busca consolidar o Brasil entre os países que adotam tecnologias emergentes de defesa, com ênfase em inteligência artificial, integração entre plataformas e autonomia colaborativa.
Com parcerias entre universidade, centros de pesquisa e instituições militares, o projeto pretende formar especialistas e acelerar a produção de tecnologia estratégica no país.


