A Marinha atualizou os parâmetros de navegabilidade no trecho conhecido como Arco Lamoso, elevando o calado operacional e reforçando a logística marítima da região Norte
A Marinha do Brasil concluiu a modernização das condições de navegabilidade no trecho conhecido como Arco Lamoso, na foz do Rio Amazonas, ampliando o calado operacional e permitindo a passagem de embarcações de maior porte.
A atualização visa melhorar a segurança do tráfego marítimo, reduzir custos logísticos e aumentar a capacidade de escoamento de cargas pelos portos do Arco Norte, região com participação crescente nas exportações brasileiras.
Os detalhes da revisão cartográfica, dos levantamentos hidrográficos e do monitoramento sedimentar foram divulgados pela Marinha, conforme informação divulgada pela Marinha do Brasil
Detalhes técnicos da atualização do calado
A medida eleva os parâmetros operacionais no trecho mais crítico da Barra Norte, o chamado Arco Lamoso, área marcada por variações de maré, correntes e sedimentação.
O novo limite operacional passou para 11,85 metros para navios mercantes com cargas comuns e 11,65 metros para navios-tanque e embarcações com cargas perigosas no período entre fevereiro e agosto. Nos demais meses do ano, os limites serão de 11,70 metros e 11,50 metros, respectivamente.
A atualização foi possível graças a levantamentos hidrográficos, monitoramento sedimentar e revisão cartográfica conduzidos pela Marinha, em uma área considerada altamente dinâmica do ponto de vista hidrológico.
Impacto na logística e na economia regional
O aumento do calado operacional no trevo da foz do Amazonas permite que navios de maior porte transportem volumes maiores por viagem, reduzindo custos e aumentando a competitividade dos portos do Arco Norte.
Segundo dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), os portos da região Norte registraram crescimento de aproximadamente 10,4% em 2025, superando a média nacional de movimentação portuária.
Especialistas ressaltam que o transporte hidroviário tem elevada eficiência energética e menor custo operacional em relação ao modal rodoviário, o que torna a modernização do trecho um fator de integração econômica importante para a Amazônia.
Monitoramento, segurança e próximos passos
A atuação da Marinha vai além da defesa, incluindo missões de hidrografia, sinalização náutica e garantia da segurança do tráfego aquaviário, essenciais em trechos com alta dinâmica sedimentar.
Na Barra Norte, foram sondados aproximadamente 110 quilômetros quadrados para assegurar a atualização segura dos parâmetros de navegação na região.
Com a rota adaptada, espera-se maior previsibilidade nas operações portuárias, menos pressão sobre as rodovias e um impulso à chamada Economia do Mar, setor que reúne transporte marítimo, portos, indústria naval e logística aquaviária.
O conjunto de ações reforça a posição estratégica da Amazônia no escoamento de commodities agrícolas e minerais, e consolida o papel da Marinha no suporte à infraestrutura hidroviária do país.


