Espaço Brasil levou 19 empresas da Base Industrial de Defesa, com ABIMDE e quatro estandes próprios, em missão para ampliar mercados e atrair parcerias estratégicas
O Ministério da Defesa marcou presença na Eurosatory 2026 com uma delegação significativa da Base Industrial de Defesa brasileira, em busca de oportunidades comerciais e parcerias internacionais.
Empresas nacionais aproveitaram a vitrine global da feira em Paris para apresentar tecnologias, negociar acordos e identificar tendências que podem acelerar a modernização da indústria de Defesa no Brasil.
Ao final da programação, a participação foi apresentada oficialmente pelo governo federal, conforme informação divulgada pelo Ministério da Defesa.
Presença brasileira e números divulgados
Segundo dados do próprio Ministério da Defesa, “Ao todo, 23 empresas nacionais participaram do evento realizado em Paris, sendo 19 no Espaço Brasil, coordenado pelo governo federal, além da ABIMDE e outras quatro empresas com estandes próprios.” A presença incluiu fabricantes, fornecedores de tecnologia e prestadores de serviços voltados para Defesa e segurança.
Além disso, a edição anterior da feira, de 2024, teve a dimensão internacional esperada, “reuniu aproximadamente 2 mil empresas expositoras de 61 países”, destacando a escala e a relevância da Eurosatory como palco para negócios e cooperação.
Objetivos estratégicos e participação do governo
A ação do Ministério da Defesa foi pensada para fortalecer a inserção da Base Industrial de Defesa em cadeias globais de valor, com foco em exportação, transferência tecnológica e consórcios internacionais.
No Espaço Brasil, empresas mostraram soluções em monitoramento, eletrônica, comunicações, defesa cibernética, sensores, proteção de infraestruturas críticas e equipamentos militares, funções centrais para a modernização das Forças Armadas e para o mercado civil.
Cooperação e memorandos assinados
O evento também teve caráter institucional e diplomático. “Segundo o Secretário de Produtos de Defesa do Ministério da Defesa, Heraldo Luiz Rodrigues, o evento também foi palco para articulações empresariais e assinaturas de memorandos de entendimento com parceiros internacionais, ampliando as possibilidades de cooperação futura.”
Esses acordos, segundo o ministério, visam não só abrir mercados, mas também acelerar o acesso a novas tecnologias, processos produtivos e projetos conjuntos, reduzindo dependências externas.
Inovação, economia e importância da Eurosatory
Participar de uma feira como a Eurosatory 2026 permite que empresas brasileiras acompanhem tendências em inteligência artificial, sensoriamento, materiais avançados e comunicações, áreas que frequentemente têm aplicações civis importantes.
A presença do setor privado, a articulação com a ABIMDE e o apoio do governo foram destacados como elementos que podem ampliar a competitividade da indústria nacional e fortalecer a imagem do Brasil como fornecedor confiável no mercado global de Defesa.
Para a indústria brasileira, a participação em Paris representou uma oportunidade de visibilidade, prospecção de clientes e construção de parcerias duradouras que podem resultar em exportações e em projetos de desenvolvimento conjunto.
Ao levar 23 empresas à Eurosatory, o Ministério da Defesa reforçou, conforme a própria pasta, uma estratégia contínua de promoção da Base Industrial de Defesa, com impactos esperados na soberania tecnológica e no desenvolvimento industrial do país.


