Comitiva da Marinha visitou a unidade Maracanã do Cefet/RJ em 19 de junho, definindo áreas como inteligência artificial, cibersegurança, monitoramento oceânico, manufatura avançada e formação de pessoal
A aproximação entre a Marinha e Cefet/RJ ganhou novo impulso após visita de gestores militares à Unidade Maracanã, no Rio de Janeiro, no dia 19 de junho.
O encontro abriu caminho para projetos conjuntos em inteligência artificial, cibersegurança, energias renováveis, sistemas autônomos e outras tecnologias de interesse estratégico.
As iniciativas buscam fortalecer a autonomia tecnológica do país e a proteção da infraestrutura crítica na Amazônia Azul, conforme informação divulgada pelo Defesa em Foco.
Agenda de pesquisa e áreas prioritárias
O Cefet/RJ apresentou um portfólio amplo, com destaque para petróleo e gás, materiais avançados, química, computação e siderurgia, além de automação industrial e segurança cibernética.
A instituição mantém 64 grupos de pesquisa ativos e 25 laboratórios cadastrados nacionalmente, com programas de mestrado e doutorado que alimentam projetos aplicados, disse a fonte.
Do lado da Marinha, o interesse focaliza temas como criptografia pós-quântica, sensores ópticos e acústicos submarinos, embarcações autônomas, monitoramento ambiental e sistemas de coleta de dados oceanográficos.
Formação de talentos e impacto operacional
A cooperação também tem forte componente de capacitação, com intercâmbio de pesquisadores e estudantes em propostas financiadas por agências como Finep e Capes.
Como exemplo do vínculo entre as instituições, o Capitão de Fragata Jorge Raidel Rezende, chefe do Departamento de Coordenação de Inovação Tecnológica do Centro Tecnológico da Marinha no Rio de Janeiro, concluiu seu mestrado no Cefet/RJ em 2020, e aplica os conhecimentos no dia a dia das atividades de inovação da Marinha.
Essa troca tende a aumentar a retenção de talentos e a acelerar a entrega de soluções com uso dual, para aplicações civis e militares.
Próximos passos e potencial para a soberania
As instituições pretendem formalizar um protocolo de intenções, ampliando o intercâmbio e criando uma rede permanente de cooperação voltada ao desenvolvimento de tecnologias de interesse nacional.
Projetos previstos incluem pesquisa em gêmeos digitais, manufatura aditiva, impressão 3D, transferência tecnológica e sistemas não tripulados, com foco em fortalecer a autonomia estratégica brasileira.
Especialistas citados no encontro ressaltaram que a interação entre universidade e defesa segue tendência internacional de integração entre centros acadêmicos e militares, potencializando capacidade de inovação e proteção de ativos estratégicos.
Com a parceria, a Marinha e Cefet/RJ buscam não apenas avançar em tecnologia, mas criar um modelo de desenvolvimento que alinhe ciência, indústria e defesa em favor da soberania nacional.


