Visita técnica em 25 de junho de 2026 reuniu CASNAV, UnB, CEIA-UFG e DGS Defense, com testes no VSNT-Laboratorial e avanços na inteligência artificial para embarcações autônomas
A Marinha do Brasil intensifica o desenvolvimento de sistemas autônomos ao integrar pesquisa acadêmica e indústria em um projeto de alto impacto, focado em aumentar a segurança e a capacidade de decisão em operações marítimas.
Pesquisadores da Universidade de Brasília, do CEIA-UFG e representantes da DGS Defense acompanharam ensaios práticos e discutiram requisitos técnicos para adição de um módulo de inteligência artificial ao sistema de controle PRISMA.
A iniciativa tem potencial para ampliar a vigilância e a autonomia tecnológica em missões de patrulha e monitoramento da Amazônia Azul, conforme informação divulgada pelo CASNAV.
Projeto PRISMA e a integração do módulo de inteligência artificial
PRISMA (Plataforma Remota de Interface para Sistemas Marítimos Autônomos) será o núcleo de integração para o novo módulo de inteligência artificial para embarcações autônomas, conectado ao sistema de controle de Veículos de Superfície Não Tripulados, os VSNTs.
A visita técnica foi realizada em 25 de junho de 2026, no âmbito do Projeto VSNT-DGS, e faz parte do esforço conjunto denominado Projeto VSNT-DGS, que reúne a Marinha, universidades e a Base Industrial de Defesa.
O objetivo é que o módulo de IA processe dados dos sensores, proponha ações e aumente a autonomia operacional das plataformas, aproximando pesquisa acadêmica das necessidades reais de emprego em mar.
Como a inteligência artificial vai operar a bordo
O sistema desenvolvido pela UnB e pelo CEIA-UFG deverá identificar, classificar e acompanhar embarcações, obstáculos e outros contatos na superfície do mar, com capacidade de reconhecimento automático e acompanhamento contínuo.
Além do reconhecimento, a IA oferecerá sugestões de manobra ao operador do PRISMA, contribuindo para a prevenção de abalroamentos, o aumento da consciência situacional e a segurança da navegação, especialmente em cenários com tráfego intenso.
Testes práticos, modos de navegação e infraestrutura
Durante a visita, a comitiva embarcou no VSNT-Laboratorial e deslocou-se até a Escola Naval, onde conheceu a Estação Remota de Controle e a oficina do PRISMA, e operou o veículo nos modos remoto, semiautônomo e autônomo.
Os ensaios permitiram observar a plataforma em operação, avaliar interfaces e levantar requisitos para integração, etapas essenciais para validar a aplicação da inteligência artificial para embarcações autônomas em operações reais.
Tríplice hélice, indústria e impacto estratégico
A cooperação entre governo, universidades e indústria, o modelo conhecido como tríplice hélice, foi destacada como fator decisivo para acelerar resultados e transformar conhecimento acadêmico em soluções práticas para Defesa.
Com a parceria entre CASNAV, UnB, CEIA-UFG e DGS Defense, o Brasil busca reduzir riscos às tripulações, ampliar a vigilância marítima e aumentar a eficiência operacional, fortalecendo a autonomia tecnológica em um segmento estratégico para a proteção da Amazônia Azul.


