Concerto na Igreja de Nossa Senhora da Candelária integrou a programação do RioHarpFestival, com abertura da Terceiro-Sargento Giovana Santos e repertório que mesclou clássico e nacional
A Banda Sinfônica dos Fuzileiros Navais, da Marinha do Brasil, apresentou-se em concerto gratuito na Igreja de Nossa Senhora da Candelária, no Centro do Rio de Janeiro.
A noite reuniu centenas de espectadores, em uma programação que valorizou a música de concerto e a cultura brasileira, com momentos de grande emoção.
O espetáculo integrou a 21ª edição do RioHarpFestival e destacou a versatilidade dos músicos militares, com repertório que percorreu obras sacras, clássicos napolitanos e composições nacionais, conforme informação divulgada pela Marinha do Brasil.
Abertura com harpa, emoção e compromisso cultural
A abertura ficou a cargo da Terceiro-Sargento Giovana Santos, que executou a obra “Fantasia sobre a Ária das Bachianas Brasileiras nº 5”, de Heitor Villa-Lobos, em solo de harpa que emocionou o público presente.
Para a musicista militar, representar a banda em um festival de projeção internacional simboliza o compromisso em levar cultura de qualidade à população.
Repertório, regência e destaques vocais
O concerto, sob regência alternada do Capitão de Corveta Wagner Cardoso, da Capitão-Tenente Gizelle Rebouças e do Capitão de Corveta Nerias Morel, apresentou peças variadas.
Destaques incluíram “Panis Angelicus”, de César Franck, interpretada pela Primeiro-Sargento Patrícia Monção, e o clássico napolitano “Core ‘Ngrato”, com os tenores Samuel Alves e Felipe Neves.
A programação também valorizou autores nacionais, com “Terra Brasilis – Fantasia sobre o Hino Nacional Brasileiro”, de Clarice Assad, e “Suíte Marítima”, composta pelo Sargento Gessé Souza, músico da própria Marinha.
Tradição e arranjos inusitados, das gaitas de fole ao coro
Um momento marcante reuniu as tradicionais Gaitas de Fole do Corpo de Fuzileiros Navais, que se uniram ao coro para interpretar “Ode à Alegria”, de Beethoven, e “You Raise Me Up”, ampliando a diversidade sonora do espetáculo.
A apresentação reforçou o elevado nível técnico da corporação musical, além de evidenciar a pluralidade de talentos do corpo militar.
Cultura, sociedade e encerramento com hino naval
Segundo o Diretor da Companhia de Bandas do Corpo de Fuzileiros Navais, Capitão de Corveta Wagner Cardoso, iniciativas como essa aproximam a Marinha da sociedade e reforçam o compromisso institucional com a cultura.
A receptividade do público foi citada como prova do sucesso do formato gratuito e do diálogo entre instituição e população.
O concerto foi encerrado com a tradicional canção “Cisne Branco”, hino oficial da Marinha do Brasil, coroando a noite que celebrou música, tradição naval e integração cultural.
RioHarpFestival e intercâmbio internacional
O RioHarpFestival, considerado o maior festival internacional dedicado à harpa, encerrou sua 21ª edição reunindo cerca de 150 músicos e grupos vocais de mais de 20 países, ampliando o intercâmbio artístico no Rio de Janeiro.
Integrado ao projeto Música no Museu, o evento promoveu apresentações gratuitas em espaços culturais da cidade, ampliando o acesso da população à música de concerto.
Em sua atuação no festival, a Banda Sinfônica dos Fuzileiros Navais reafirmou o papel da música como ponte entre as forças armadas e a sociedade, e como forma de preservação e difusão do patrimônio cultural brasileiro.


