Hospital de Campanha da Marinha usado na Venezuela será destaque no II Seminário Internacional de Operações Humanitárias e Resposta a Desastres no Rio de Janeiro, com demonstração prática

No evento, o complexo médico-expedicionário com 34 leitos, UTI, centro cirúrgico, diagnóstico por imagem e estação própria de tratamento de água será apresentado ao público

O **Hospital de Campanha** empregado pelo Brasil no apoio às vítimas dos terremotos na Venezuela, em junho, será exibido nesta sexta-feira, durante o II Seminário Internacional de Operações Humanitárias e Resposta a Desastres, no Rio de Janeiro.

A demonstração permitirá ao público ver na prática como a estrutura funciona em cenários afetados por desastres, reunindo atendimento, internação, cirurgia e apoio logístico. O evento reúne militares, órgãos civis, universidades e organizações de saúde.

As informações sobre a participação do **Hospital de Campanha** e a programação do seminário foram divulgadas pelos organizadores do evento, conforme informação divulgada pelo Defesa em Foco.

Estrutura e capacidade do Hospital de Campanha

A apresentação vai mostrar um complexo médico-expedicionário completo, com capacidade de internação e atendimento cirúrgico. Segundo os dados divulgados, “a estrutura possui 30 leitos de enfermaria e quatro de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), totalizando 34 leitos”.

Além dos leitos, o **Hospital de Campanha** conta com centro cirúrgico, laboratório de análises clínicas, equipamentos de Raio-X e ultrassom, farmácia, odontologia e fisioterapia, ampliando a autonomia clínica da unidade.

O suporte abrange especialidades como pediatria e ortopedia, e inclui assistência social, acompanhamento psicológico e obstetrícia, com destaque para a informação de que o HCamp “dispõe inclusive de sala de parto preparada para procedimentos operatórios”.

Autonomia operacional em áreas afetadas por desastres

O diferencial prático do **Hospital de Campanha** apresentado no seminário é a autonomia diante da perda de infraestrutura local. A estrutura possui estação própria de tratamento de água, cozinha de campanha e um sistema integrado de comunicação por satélite.

Esses recursos tornam a unidade capaz de operar quando redes e serviços convencionais estão comprometidos, garantindo desde o suporte clínico até necessidades básicas, como água tratada e alimentação, essenciais para manter o atendimento.

Experiência na Venezuela entra no debate

A atuação recente na Venezuela será usada como estudo de caso durante o seminário, com palestras sobre logística, busca e resgate e o emprego do HCamp naquele país. Haverá também demonstração de equipe médica de emergência para relacionar teoria e prática.

O evento pretende mostrar não apenas equipamentos isolados, mas “uma capacidade organizada para levar atendimento a ambientes nos quais os serviços existentes podem ter sido comprometidos”, aspecto central para operações humanitárias coordenadas entre forças militares e civis.

Seminário, público e a FRIDA

Segundo a organização, “a expectativa é de que o II Seminário Internacional de Operações Humanitárias e Resposta a Desastres receba mais de 1.000 pessoas”, incluindo civis, militares e estudantes de várias universidades do Rio de Janeiro.

Outro eixo relevante do encontro é a apresentação da Força de Resposta Imediata a Desastres Ambientais, FRIDA, tropa de pronto-emprego do Corpo de Fuzileiros Navais, criada para atuar em calamidades públicas e desastres. Os dados divulgados indicam que o Corpo de Fuzileiros Navais “foi empregado em mais de 11 crises humanitárias” nos últimos seis anos, incluindo missões no Haiti e no Chile.

Com participação do Ministério da Defesa, Marinha, Força Aérea, Agência Brasileira de Cooperação, Organização Pan-Americana da Saúde e outros, o seminário busca integrar experiência operacional, pesquisa acadêmica e coordenação entre saúde, diplomacia e financiamento para aprimorar a resposta a emergências.

O debate sobre o **Hospital de Campanha** no Rio pretende, além de demonstrar equipamentos e técnicas, levantar questões sobre como ampliar a rapidez e a eficácia da resposta brasileira quando um desastre exige recursos que vão além dos disponíveis localmente.

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