Operação Jaguaretê amplia a presença do Estado no Alto Solimões e interrompe logística do crime com foco na apreensão de drogas em Benjamin Constant
A ação integrada foi conduzida por militares do Comando de Fronteira Solimões/8º Batalhão de Infantaria de Selva, em parceria com Polícia Federal, Receita Federal e Polícia Militar do Amazonas.
As equipes atuaram no Porto do DNIT, em Benjamin Constant, onde localizaram uma carga ilícita transportada pela malha hidrográfica que liga países vizinhos ao interior do Brasil.
No total, foram retirados de circulação 123,295 quilos de entorpecentes, entre pasta base de cocaína, cocaína refinada e skunk, reforçando a importância da ação coordenada na faixa de fronteira, conforme informação divulgada pelo Defesa em Foco.
A operação e as forças envolvidas
A Operação Jaguaretê reuniu capacidades complementares, com o Comando de Fronteira Solimões/8º Batalhão de Infantaria de Selva (CFSOL/8º BIS) mantendo a vigilância fluvial e apoio logístico, enquanto a Polícia Federal conduziu checagens e a Receita Federal apoiou na fiscalização aduaneira.
A Polícia Militar do Amazonas atuou na segurança local e no apoio às ações ostensivas, ampliando a capacidade de resposta em uma área com difícil acesso e extensa rede de rios navegáveis.
Detalhes da apreensão e encaminhamento
A carga apreendida no Porto do DNIT, em Benjamin Constant (AM), continha especificamente pasta base de cocaína, cocaína refinada e skunk, substâncias frequentemente vinculadas a rotas internacionais de tráfico.
Todo o material foi encaminhado à Polícia Civil, responsável pelos procedimentos de polícia judiciária e pela continuidade das investigações para identificar os responsáveis pelo transporte da carga ilícita.
Impacto sobre as rotas do narcotráfico
A retirada de 123,295 quilos de entorpecentes representa um prejuízo financeiro às organizações criminosas e reduz o potencial de abastecimento de redes de distribuição no país.
Benjamin Constant, localizada na região da tríplice fronteira, tem posição estratégica para o monitoramento de rotas que conectam áreas de produção e centros consumidores, por isso operações permanentes são consideradas essenciais para diminuir a liberdade de ação das quadrilhas.
Integração institucional e reforço da soberania
A ação demonstra como a integração entre Forças Armadas e órgãos de segurança pública amplia a eficiência das operações na Amazônia, otimizando recursos, compartilhando inteligência e proporcionando respostas mais rápidas a atividades ilícitas.
Além de combater o tráfico de drogas, operações como a Jaguaretê contribuem para coibir tráfico de armas, contrabando, crimes ambientais e garimpo ilegal, fortalecendo a fiscalização e a presença do Estado em áreas remotas.


